
Não sei ainda
“Ninguém ousará entrar nesse posso de amargura em que minha vida tornou-se. Era tudo tão clichê e tudo tão afetuoso, que chegava-me a dar repugnâncias, nojo ou tal desconfiança frustrante. Passei por tantas mudanças aqui dentro, que acabei sendo fisgada por tal solidão momentânea, tal solidão aterrorizante que seguia a percorrer comigo por tais estradas espinhosas, tal solidão que por poucas vezes tornou-se uma companhia tão aconchegante e por outras uma órbita negra, que vivia a escandalizar os meus dias solenes, que poucos deles existiam. Sobrevivi ao amor, à dor, a solidão; Sobrevivi até mesmo ao oceano de lágrimas que dentro de si formou, lutei, nadei, mas não deixei que isso me derrubasse como das outras vezes. Talvez, uma das poucas palavras que possam decifrar tal situação que encontro-me no momento é: Superei. Não chorarei e, não acreditarei nessas tuas meras palavras que tu dizes só quando queres banalizar esse amor, que dizes por mim, sentir. Não percas tempo tentando explicar o porquê se foi, queres ir? Vai. Mas não volta. E leva com você essa porcaria de amor. Não preciso mais, na verdade nunca precisei. Algo assim a gente não aceita, amor pela metade é algo que não precisamos. Tão demasiado prazeres de ouvir tais palavras vindas de ti, não foram o suficiente para mudar minha decisão tão repentina de deixar-te, eu simplesmente decidi seguir em frente, com ou sem você. Idiotice minha, achar que sem você eu não viveria tão bem, talvez sem você a minha vida ande e não desande. Acontece que tudo tem sido tão frio, tão sem graça sem você. Mas, nós aprendemos a viver sem não é mesmo? Aprendemos a desapegar do desapegável. Há certos momentos na vida que temos que deixar coisas pra trás, pra que possamos dar um grande passo em nossas vidas. Eu sempre quis entender essa coisa que chamávamos de amor, nessa loucura que embarcamos a dois e eu simplesmente aceitei. Mas, olha só, deixastes-me aqui, sozinha a remar nesse barco, quando a promessa foi, não te deixarei, pra sempre ficarei, segurarei a tua mão até o fim, então não para, rema. Eu só não consigo aceitar a minha ingenuidade de acreditar nesse teu amor, nas tuas palavras tão mal elaboradas, mas tinham tanto afago aos meus ouvidos. Não; Eu não vou sofrer, nem correr atrás, chega uma hora na sua vida, que tu precisas dar um basta, pois a lei da vida é seguir em frente. Ou tu segues ou a vida te dá mais uma daquelas rasteiras. Quanto mais disponível você estar aos caprichos de tais pessoas, mais elas estarão dispostas a te derrubar e te machucar, sem dó, sem piedade. Nós éramos sem meio, sem narração, sem começo, sem fim. Éramos tão complexos, algumas vezes estávamos tão bem e outras, tão mal e distantes. E eu simplesmente cansei de tais idas e vidas. E é por isso que dessa vez, deixei você ir, não liguei e não me preocupei com o que eu tinha perdido, mas, eu sei que eu poderia ter feito mais por nós, mas eu não quis aceitar esse teu amor tão mesquinho. Eu e você nunca existimos, sempre foi essa coisa meio nada, tão incompleta. E eu poderia dizer, que depois de tanto tempo, eu superei. E deixei de acreditar nessas notórias exacerbadas que o amor nos impõe e nos oferece. Coração burro é a entrado do amor, coração idiota é a entrada da tristeza. E é por isso que eu fechei todas as portas. E não abrirei tão somente hoje, talvez amanhã ou quem saiba um dia”.
”Nunca desista e continue em frente. Amanhã é outro dia. E pode ser um dia ruim, mas é outro dia. Os dias bons vão chegar. Você só precisa continuar lutando, sem desistir”